Empresa que arrendou aeroporto de Alcântara lança foguete da asa de um Boeing 747

A Virgin Orbit lançou na noite desta quinta-feira (13) o foguete Launcher One a partir da asa esquerda da Cosmic Girl, um Boeing 747. A decolagem aconteceu no Espaçoporto de Mojave, na Califórnia, EUA.

O Boeing voou sobre o Oceano Pacífico e disparou o foguete a uma altitude de cerca de 10.668 metros. Na sua bagagem levou seis pequenos satélites (cubesats) para o espaço, incluindo dois originários da Grã-Bretanha.

A Virgin Orbit, do bilionário Richard Branson, é uma das quatro empresas que cumpriu a chamada pública que culminou com a escolha de quatro empresas especializadas em veículos lançador de pequeno porte para a utilização do Centro Espacial de Alcântara (CEA). A Virgin Orbit arrendou o aeroporto de Alcântara para fazer o mesmo lançamento realizado ontem no Espaçoporto de Mojave, na Califórnia.

Reveja aqui as quatro empresas que lançarão a partir do CEA.

Na Astronomia, 2021 começa e termina com fatos marcantes: Perserverance e James Webb

O mês de Fevereiro de 2021 ficou marcado para a Astronomia pelo pouso do rover Perserverance em Marte, após sete meses de viagem e dos famosos sete minutos de terror, dado ao complexo sistema de pouso.

Não que o pouso de mais um robizinho motorizado em Marte seja algo tão relevante, mas pelas características da máquina enviada e seus componentes, um verdadeiro laboratório da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), que levou, entre suas tecnologias, o helicóptero (drone) Ingenuity, provando, nos seus diversos voos, que é possível para uma aeronave a rotor voar em Marte, fato que abriu portas para o uso de drones em missões futuras.

Mas a “chave de ouro” que fechou não apenas o ano, mas décadas de sonhos, aconteceu emblematicamente no dia 25 de Dezembro, que foi o lançamento do telescópio espacial James Webb, levado pelo foguete Ariane 5, lançado desde a base de Kourou, na Guiana Francesa, às 9h20 (horário de Brasília).

Com quase 30 anos de desenvolvimento e com custo de US$ 10 bilhões, o JWST (James Webb Space Telescope) promete revolucionar a ciência espacial. Isso porque ele permitirá a observação em luz infravermelha, que não pode ser percebida pelo olho humano.

De acordo com a Nasa, ao ver o Universo em comprimentos de onda infravermelhos, o JWST vai nos mostrar coisas nunca antes vistas por qualquer outro telescópio. É apenas neste comprimento de onda que podemos ver estruturas mais antigas, da época do Big Bang.

Apesar do lançamento de sucesso e do desacoplamento bem-sucedido do telescópio do foguete, há ainda uma série de desafios a serem enfrentados.

Antes de chegar a 1,5 milhão de km da Terra (conhecido como ponto Lagrange L2), o telescópio deverá executar sem falhas uma série de operações envolvendo 140 mecanismos, 400 polias e quase 400 metros de cabos apenas para a blindagem de proteção. Mas, em que pesem essas etapas vindouras, o lançamento já foi, sem dúvida, um grande passo para humanidade.

Tanto o Perserverance, que segue em missão, quanto o James Webb, que viaja para seu destino, nos trarão grandes descobertas nos próximos anos.

Vale aguardar!