Lugar de comida é na mesa

Carlos Brandão

Vice-Governador do Maranhão e Presidente Estadual do PSDB

Só quando se tem a oportunidade de conhecer a história de pessoas impactadas com as ações sociais do nosso governo é que se consegue dimensionar o trabalho que vem sendo feito. É realmente muito gratificante e nos enche de esperança ver o Maranhão respirando dignidade.

Dona Lenice (foto), que há vinte anos mora no que ela chama de “assentamento”, nos deu um depoimento de extremo sentimento e bondade. Não ficaram esquecidos os momentos difíceis que viveu, tendo que criar três filhos carregando lata d’água na cabeça. Mas, seu sorriso de agradecimento e de certeza de dias melhores é o que realmente marca.

Conhecer pessoas como dona Lenice, no povoado Alegria – da cidade de Davinópolis -, revigora nosso ânimo. Para ela, a chegada da água de qualidade nas torneiras – através de um sistema simplificado de abastecimento que implantamos -, é um sonho realizado. E aqui faço um registro ao deputado federal maranhense Zé Carlos/PT, que destinou recursos para a obra, executada pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar.

É como se dissesse: “chegaram”. E chegamos mesmo! Por todo o Maranhão, onde ações como esta se multiplicam e continuam modificando a vida dos maranhenses. E dou um bom exemplo disso a seguir.

É fato de que continuamos enfrentando um vilão muito perigoso que, além de vidas, tem tirado o sono de muita gente que viu limitada a sua capacidade de alimentar os seus. As restrições sanitárias atingiram milhares de famílias; muitas perderam totalmente suas rendas.

Mas, lugar de comida é na mesa. Por isso, o governador Flávio Dino resolveu implantar o programa Comida na Mesa, agindo em várias frentes para garantir segurança alimentar aos mais vulneráveis. Por meio dele, Restaurantes Populares estão fornecendo o jantar a um custo de apenas um real ao consumidor.

Também, milhares de famílias estão recebendo cestas básicas, formadas com produtos adquiridos dos pequenos agricultores de nossa agricultura familiar. Ainda como parte do programa, cerca de 115 mil famílias de 207 cidades já começaram a receber o Vale Gás, uma ação coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes). Serão aproximadamente 350 mil botijões distribuídos.

São passos que damos com uma satisfação gigantesca. Claro, sem deixar cair a qualidade de nosso ensino – hoje temos o terceiro melhor Índice da Educação Básica (Ideb) do Nordeste -; sem deixar de entregar novas praças, ruas dignas; sem deixar de implantar novos sistemas simplificados de abastecimento; sem esquecer, um segundo sequer, que temos compromisso com nossa gente.

Estamos muito focados em salvar vidas e em manter um nível de investimentos públicos que garanta emprego e renda. E, sinceramente, cada nova oportunidade com pessoas como a dona Lenice, cada sorriso, cada depoimento de satisfação que recebemos, nos impulsiona. Por isso, continuaremos a trilhar esse caminho, com a confiança de que estamos na direção certa, pelo bem do Maranhão.

Nova lei abre espaço para a privatização da água brasileira

Em artigo publicado, o senador pelo estado de Sergipe, Rogério Carvalho (PT), questiona o novo Marco do Saneamento. Nos últimos dias, lotes de privatização da Cadae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro ) foram efetivados onde um lote onde previa mais investimento e menos lucro foi rejeitado por empresas.

“É evidente que as empresas privadas só irão se interessar por áreas com alta rentabilidade, deixando os investimentos em áreas com baixa perspectiva de lucro para o Estado”, disse Rogério em artigo publicado no jornal Gazeta do Povo.

E foi exatamente o que aconteceu com o “Bloco 3” que não houve vencedor, apesar dos outros lotes baterem recorde arrecadando cerca de R$ 22,7 bilhões com três dos quatros blocos leiolados, ante uma outorga mínima total de R$ 10,6 bilhões.

O “Bloco 3” compreende alguns bairros da zona oeste da capital fluminense, como Campo Grande, Bangu e Santa Cruz, e mais seis municípios.

O senador petista acredita que o novo marco do saneamento que visa garantir acesso universal à água pode ser na verdade “O fim do chamado subsídio cruzado, segundo o qual o lucro em área populosa custeia o prejuízo em municípios menores, seguramente irá impactar no preço de tarifas, especialmente nas áreas mais pobres do país.”

A Equatorial Energia (ex-Cemar no Maranhão) era uma das promessas neste leilão, mas acabou não levando nenhum lote.  A frustração fez com que os papéis da Equatorial (EQTL3), intensificassem as perdas durante a tarde e fechassem em queda de cerca de 3%.