Lahesio insinua que Weverton Rocha é o candidato bolsonarista do Maranhão

Em entrevista ao Jornal Imparcial, o pré-candidato ao governo do Estado, Lahesio Bonfim (PSC), afirmou que não sabe quem é o candidato de Jair Bolsonaro (PL), no Maranhão. No entanto, esperava que a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, anunciasse o senador Weverton Rocha (PDT) como o escolhido do presidente.

“Eu não sei quem é o candidato do Bolsonaro porque ele não falou. Eu até pensei que ontem a Maura Jorge fosse falar quem era, mas ela não disse. Eu tinha ouvido nuns blogs que ela disse que Bolsonaro teria pedido a ela para apoiar Weverton”, disse Lahesio.

Lahesio Bonfim era apontado como o principal pré-candidato da direita ao Governo do Maranhão e acreditava que teria o apoio de Bolsonaro, mas a sequência de golpes sofridos durante a sua pré-campanha fez com que o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes deixasse a sua “barba de molho” e declarasse que não quer ser candidato do Bolsonaro.

União PT-PSB leva Weverton Rocha a se assumir cada vez mais bolsonarista

A aliança entre o PT e o PSB estimulou o senador Weverton Rocha (PDT) a se aproximar, cada vez mais, do “bolsonarismo”.

Em busca de um projeto pessoal, Weverton acabou ficando isolado na política maranhense. Perdeu alguns amigos e aliados e se submeteu ao coleguismo de antigos rivais, como o do senador Roberto Rocha (PTB).

Com a confirmação do apoio do PT à reeleição do governador Carlos Brandão (PSB), o senador não vê outra saída a não ser se assumir de vez como um bolsonarista.

Os passos já foram dados. No sábado, Weverton caminhou de mãos dadas (literalmente) com o deputado federal Júnior Lourenço (PL), bolsonarista e uma das figuras mais controvertidas da bancada maranhense no Congresso Nacional.

O ato foi visto como uma declaração pública de rompimento com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apoio a Jair Messias Bolsonaro (PL).

Bolsonarista é investigada por propaganda eleitoral antecipada

A pré-candidata bolsonarista, Flávia Berthier (PSL), está sendo investiga pela Procuradoria Regional Eleitoral sob acusação de que vai apurar suposta propaganda eleitoral antecipada.

Segundo informações, as investigações estão relacionadas a realizações de passeatas, carreatas e disseminação de adesivos em diversos carros em cidades maranhenses, o que configura propaganda eleitoral.

O caso está sendo apurado pelo procurador regional eleitoral, Hilton Melo, que instaurou um Procedimento Preparatório Eleitoral com a finalidade de reunir provas que amparem uma eventual atuação do órgão.

 

Mídia Nacional confirma que Weverton trocou Lula por Bolsonaro: “Em Brasília, ele é perfeitamente bolsonarista”

No Maranhão, atrás dos ônibus, nos outdoors, panfletos e discursos, o senador Weverton Rocha (PDT) é Lula até debaixo d’água. Em Brasília, porém, o pedetista é Bolsonaro de corpo, bolso, alma e emendas. A identidade dupla do senador foi revelada pelo conceituadíssimo Foro de Teresina, um podcast de política da Revista Piauí.

Em debate sobre manobras usadas por deputados e senadores ligados ao Presidente, que estariam usando a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para irrigarem suas emendas parlamentares por meio do orçamento secreto para beneficiarem as suas bases, surge o nome da empresa sediada em Imperatriz – MA, Engefort Construtora e Empreendimentos LTDA, como uma das principais vencedoras de licitações no Governo Bolsonaro.

Em seu comentário no podcast, a jornalista paulista Thaís Bilenky, associa o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (União Brasil), como um dos principais aliados do senador Weverton Rocha, presidente do PDT do Maranhão. Fato, esse, que indica o crescimento da Engefort no cenário nacional e a ligação entre o senador pedetista e o “bolsonarismo”.

“Weverton Rocha trocou o Lula por Bolsonaro para disputar a eleição contra o Governador Carlos Brandão e faz parte do círculo de amizade de Flávio Bolsonaro e do bolsonarismo em Brasilia. No Maranhão ele não é declaradamente bolsonarista, mas em Brasília ele é perfeitamente bolsonarista”, disse Thaís Bilenky.

Ainda segundo a jornalista, o município de Imperatriz teria saído do anonimato das emendas parlamentares, sendo beneficiada com quase R$ 14 milhões, enquanto a capital São Luís com apenas R$ 1,5 milhão.

Thaís Bilenky ainda citou a ligação entre Weverton Rocha e o senador Davi Alcolumbre, amigo íntimo pastor Gilmar Moura, chefe do esquema no MEC que derrubou o ministro Milton Ribeiro. Segundo ela, esse seria o motivo do pedetista ter tirado o seu nome do requerimento para a instalação da CPI que busca investigar os pastores lobistas do MEC.

Confira no link, abaixo o podcast completo: