Posse de Moraes no TSE amanhã deve reunir Lula e Bolsonaro

O ex-presidente Lula (PT) vai à posse de Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, nesta terça-feira (16). O presidente Jair Bolsonaro (PL) também é esperado no evento.

A confirmação da ida do petista à cerimônia, foi confirmada pela assessoria de imprensa da campanha de Lula.

Na semana passada, Moraes se encontrou com Bolsonaro e o convidou oficialmente para a cerimônia. O ato foi visto como uma tentativa de aproximação por parte do governo com a cúpula da Justiça eleitoral. Bolsonaro já confirmou presença.

Além dele, todos os ex-presidentes da República também foram convidados para a posse, entre os quais Dilma Rousseff (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A cordialidade é de praxe em eventos como este.

Cartas em defesa da democracia são divisor de águas e alerta a Bolsonaro, avaliam ministros do STF e aliados do presidente

A leitura das cartas em defesa da democracia, nesta quinta-feira (11) em São Paulo, na Faculdade de Direito da USP, é um divisor de águas e um alerta para o presidente Jair Bolsonaro de que ficará isolado e perderá cada vez mais apoio se seguir nos ataques às urnas eletrônicas e às eleições deste ano no país.

A avaliação foi feita por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e aliados do presidente Bolsonaro no Centrão, no dia em que diversas entidades e figuras públicas participam do evento na USP de divulgação oficial dos manifestos em defesa da democracia, defendendo que as cartas são um documento apartidário e que une diversos setores do país.

Segundo ministros do Supremo, a expectativa é que, a partir da divulgação destas cartas, ficará claro que a sociedade civil e política não vai mais admitir, sem reação, os ataques do presidente Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro.

Um magistrado disse que a Justiça Eleitoral sai definitivamente do isolamento e quem caminha para esse rumo é o presidente da República.

“Esperamos que o presidente entenda o recado que está sendo dado hoje, de que ele precisa parar com esses ataques às urnas. Caso contrário, ele vai perder a eleição ainda no primeiro turno”, disse um líder do Centrão.

Oposição criada por Weverton, Roberto Rocha e Bolsonaro já esperam por surra nas urnas maranhenses

Analistas políticos avaliam a situação desconfortável em que se encontra a suposta “frente ampla” formada pelos senadores Weverton Rocha (PDT) e Roberto Rocha (PTB), sob o comando do atual presidente da República Jair Bolsonaro (PL).

Segundo os analistas, para o Governo do Estado, o grupo de Weverton Rocha teme que o senador não consiga se livrar das ameaças do candidato do PSC, Lahesio Bonfim e torcem para que o pedetista ganhe folego para chegar ao segundo turno com o governador Carlos Brandão (PSB), que na avaliação geral tem vaga garantida na segunda rodada.

Já em relação ao senador Roberto Rocha, a situação é muito mais complicada e sua base não acredita que o petebista alcance o ex-governador Flávio Dino (PSB) que nas pesquisas eleitorais tem se distanciado ainda mais dos seus adversários.

Como se não bastasse, para Presidência da Republica, os aliados de Jair Bolsonaro já esperam que o presidente seja “surrado” nas urnas por Lula (PT), no Maranhão.

Lahesio nega Bolsonaro e coloca sua campanha em risco

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e candidato ao Governo do Maranhão, Lahesio Bonfim (PSC), pode ter pisado em falso ao tentar mudar a sua estratégia de campanha e afirmar que irá fugir da polarização entre esquerda e direita.

Mais do que o neo-bolsonarista Weverton Rocha (PDT), Lahesio tem afinidade com os eleitores de Jair Bolsonaro, que o consideram como o verdadeiro representante do atual presidente.

Em recente entrevista à TV Mirante, Bonfim declarou que não está preocupado com o apoio de Bolsonaro.

“Eleição nacional ela tá polarizada, mas aqui no Maranhão nós temos algo diferente. Nós não vamos polarizar como eles querem, não é intenção nossa de forma alguma que essa eleição no Maranhão se polarize. Quem está passando fome no estado não tem lado, não tem ideologia política, (…). Eu não vou entrar nessa linha, não estou preocupado se o presidente vai ou não vir para minha campanha, de forma alguma”, destacou.

A declaração de Lahesio, está ligada à indiferença de Bolsonaro, que das últimas vezes que veio ao Maranhão não foi justo e leal com quem sempre o apoiou.

Analistas da política maranhenses avaliam que o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes não pode se iludir a ponto de acreditar que seu desempenho nas pesquisas, já encostando no senador Weverton, está ligado ao trabalho realizado como prefeito da sua cidade. E que a polarização entre direita e esquerda é fator primordial para o seu bom desempenho.

Ao se afastar de Bolsonaro, Lahesio pode pagar um preço muito alto.

Lula diz que militares são mais responsáveis do que Bolsonaro e não permitirão golpe

O ex-presidente Lula, candidato do PT à Presidência da República disse nesta quarta-feira (27) não acreditar em um possível golpe caso Jair Bolsonaro (PL) perca as eleições.

“Como podemos pensar em golpe? Não acredito que as Forças Armadas aceitem isso, não acredito que a sociedade brasileira permita. Não acredito. Esse cidadão (Bolsonaro), se ele começar a brincar com a democracia, ele vai pagar um preço muito caro”, disse Lula.

O petista citou o período em que esteve no poder e sua relação com as Forças Armadas. Para ele, as Forças Armadas são “mais responsáveis” em relação a manter democracia no país.

“Eu acho que nós temos que ter em conta que os militares são mais responsáveis do que o Bolsonaro”, afirmou.

Batom na cueca! Weverton Rocha aparece ao lado de Jair Bolsonaro

O senador Weverton Rocha (PDT) enfim assumiu publicamente o seu compromisso com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

A confirmação aconteceu em um evento no município de Lado da Pedra, em que surpreendeu o público aparecendo em um banner gigantesco ao lado do presidente Bolsonaro.

O senador foi ao município de Lago da Pedra a convite da prefeita Maura Jorge (PL) principal aliada do presidente no Maranhão.

Em discurso, Maura confirmou que o apoio à pré-candidatura de Weverton Rocha foi um pedido de Bolsonaro.

Após trair o ex-governador Flávio Dino (PSB) e o ex-presidente Lula (PT), Rocha deu indícios de que compartilha com os interesses de Bolsonaro e seguiria os projetos do presidente.

Agora candidato, Bolsonaro pode sofrer punição eleitoral se voltar a atacar as urnas, avaliam procuradores e ministros

Procuradores eleitorais e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmam que, agora que se tornou oficialmente candidato, o presidente Jair Bolsonaro corre risco de punição eleitoral caso faça novos ataques às urnas eletrônicas.

Eles entendem que Bolsonaro agora fica sujeito a multas, perda de tempo de TV e até, em último caso, à cassação do registro da candidatura. O presidente tem repetido, sem apresentar provas, suspeitas já desmentidas sobre o sistema eleitoral brasileiro. Na semana passada, num gesto que repercutiu muito mal entre políticos e juristas, ele reuniu embaixadores estrangeiros para disseminar ataques sem fundamento às urnas.

Antes de Bolsonaro ser confirmado como o candidato do PL, havia uma divergência entre procuradores e ministros do STF sobre que tipo de sanção o presidente poderia sofrer. Uma ala do mundo jurídico entendia que punições não se aplicariam a um pré-candidato.

Lei do Impeachment indica que Bolsonaro cometeu ‘supercrimes’

Pela Lei do Impeachment, o presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu uma sucessão de “supercrimes” de responsabilidade. É o que diz Eloisa Machado, professora de Direto Constitucional da FGV, em entrevista nesta quinta-feira (21).

No início da semana, Bolsonaro, que é pré-candidato à reeleição, reuniu embaixadores para repetir, sem provas, suspeitas já esclarecidas sobre urnas eletrônicas e para atacar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo Machado, das atitudes do presidente durante a reunião com os embaixadores, é passível de punição:

Usar a estrutura do governo para fazer campanha antecipada;

Mentir sobre as urnas eletrônicas;

Tentar impedir o exercício de direitos e a atuação dos Poderes;

E incitar as Forças Armadas contra instituições civis.

“Quando a gente fala de enquadrar a conduta do presidente Jair Bolsonaro como um crime de responsabilidade previsto na Constituição, seja em relação ao livre exercício dos demais poderes e ao exercício dos direitos políticos já antecipando uma vontade de desrespeitar o resultado das eleições, a gente está falando de dois supercrimes de responsabilidade que estão ali na espinha dorsal do sistema de controles que se impõe a um presidente da República”, explica Machado.

Machado também explica o motivo de parecer tão difícil que Bolsonaro sofra as consequências concretas do que ele disse e fez — uma espécie de blindagem que engloba a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Câmara dos Deputados.

“A Constituição, de fato, estabelece mecanismos diferenciados para que se processe um presidente da República, e parte desses mecanismos depende de uma autorização da Câmara dos Deputados e da atuação de quem está na chefia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Neste nosso modelo constitucional, não obstante reiteradas denúncias de crimes de responsabilidade, mais de uma centena estão ali na gaveta do presidente da Câmara dos Deputados, do [Arthur] Lira, e de várias representações criminais também contra o presidente da República, nenhuma delas teve um andamento necessário.”

“O que mostra que nós estamos numa quadra especialmente grave da nossa história, porque se antecipa a possibilidade de uma ruptura bastante grave do nosso processo eleitoral e na nossa democracia, e as instituições que deveriam agir para conter isso desde já não parecem ver tanta ameaça”, concluiu.

Diretor da Caixa Econômica Federal é encontrado morto na sede do banco em Brasília

O diretor de Controles Internos e Integridade da Caixa Econômica Federal, Sérgio Ricardo Faustino Batista, foi encontrado morto na sede do banco, em Brasília. O corpo foi encontrado na noite de terça-feira (19) por um vigilante.

Batista era funcionário de carreira da Caixa – entrou para o banco em 1989 – e assumiu a Diretoria de Controles Internos por processo seletivo em março de 2022.

Segundo a Polícia Civil do DF, a morte foi registrada inicialmente como suicídio. Em nota, Caixa manifestou pesar pela morte e disse que contribui para apuração do caso.

A Diretoria de Controle Interno e Integridade (DECOI), que Batista chefiava, é para onde são encaminhadas todas as denúncias recebidas pelo canal de atendimento criado pela Caixa Econômica Federal.

As denúncias que chegam à diretoria são sobre qualquer tema, de corrupção a assédio sexual, como as que levaram à queda do ex-presidente do banco Pedro Guimarães, que nega as acusações.

Ataques de Bolsonaro ao TSE indicam que eleição será teste para a democracia, avaliam embaixadores

Embaixadores estrangeiros que estiveram no encontro com Jair Bolsonaro na segunda-feira (18), no Palácio da Alvorada, avaliam que as falas do presidente contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que a eleição de outubro será um teste para a democracia.

Na reunião, convocada pelo próprio Bolsonaro, ele tentou convencer os embaixadores sobre supostas falhas no sistema eleitoral brasileiro, ao repetir acusações sem apresentar provas e já desmentidas pelas autoridades.

Segundo relatos de representantes de embaixadas em Brasília, a grande maioria dos embaixadores saiu da reunião sem mudar a visão que já tinha: confiança nas instituições brasileiras e no processo eleitoral.

Os embaixadores vão repassar relatórios a seus países sobre o encontro. Nas palavras de um deles, transmitidas a sua equipe, os representantes estrangeiros ficaram “impressionados negativamente” com um presidente que tenta, sem provas, desmoralizar a Justiça Eleitoral do próprio país.

A maior parte dos embaixadores foi ao encontro por um dever diplomático e já chegou ao Palácio da Alvorada com uma orientação de seus governos para não endossar os ataques do presidente brasileiro ao sistema eleitoral.

Há uma preocupação, principalmente de países como os Estados Unidos e europeus, com o clima eleitoral no Brasil, o que tem levado a declarações de confiança nas instituições brasileiras.