O nosso desafio – Por Carlos Brandão, próximo governador do Maranhão

Carlos Brandão

Vice-governador do Maranhão e
Presidente Estadual do PSDB

Se pensarmos no que estamos vivendo agora, seria fácil definirmos o maior desafio a enfrentarmos: a extinção da Covid-19. É, realmente, uma busca que se reforça pelo sofrimento de inúmeras famílias – no Brasil, nos aproximamos dos quinhentos mil mortos pelo vírus.

Estamos todos imersos na solução desse problema, naquilo que nos compete enquanto gestores. Mas, acreditamos tanto na vitória, que temos que pensar além dos dias atuais. Para mim, a palavra-chave é “desenvolvimento”.

Este ano, chegaremos a algo em torno de um bilhão de reais em investimentos públicos entregues aos maranhenses pelo governo Flávio Dino. Resultado de um trabalho planejado e que tem ajudado a manter, em um patamar aceitável, nossos níveis de empregabilidade e de geração de renda. 

No entanto, o Maranhão é gigantesco e sempre devemos pensar em como potencializar, de uma maneira racional e mais uniforme possível – cada vez mais -, seu desenvolvimento. Talvez, o maior dos desafios seja se desenvolver de forma sustentável, sendo possível suprir as necessidades atuais e, ao mesmo tempo, garantindo a preservação do planeta para as futuras gerações. Há estudiosos que classificam o modelo de desenvolvimento global atual como insustentável.

De todo modo, considero que o desenvolvimento que buscamos deve ser pensado levando-se em conta o crescimento para as pessoas e o meio ambiente. 

Minimizar os efeitos nocivos, reduzir o consumo de energia, eliminar desperdícios e perdas de recursos naturais, são algumas de nossas tarefas. O Maranhão é um estado privilegiado, cheio de belezas e de imenso potencial econômico. E sabemos muito bem o que nossos biomas podem nos oferecer. Tanto que já lançamos o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) do Bioma Amazônico do Estado do Maranhão (ZEE-MA), reconhecido, recentemente, até mesmo pelo Ministério do Meio Ambiente. Um marco na história do país, já que somos o primeiro Estado a fazer esse tipo de trabalho, como foi feito. 

Agora, estamos avançando para os biomas Cerrado e Costeiro. O ZEE é o maior instrumento institucional, da política ambiental brasileira, para que se possa promover o desenvolvimento sustentável, compatibilizando crescimento econômico com proteção ambiental. É um grande desafio. Até pela expansão de nossas áreas cultiváveis – falando de Maranhão.

Afinal, o agronegócio maranhense tem ajudado muito nos índices da receita nacional. Algo que pode ser ilustrado pelos números alcançados pelo Porto do Itaqui, em crescimento contínuo na movimentação de cargas. Tanto que fechou o primeiro trimestre deste ano com um volume de cargas 25,4% maior do que o registrado nos três primeiros meses de 2020 e, aproximadamente, 17% acima do planejado para o período. Só o volume da soja transportada aumentou em 24%.

Particularmente, acredito muito na força da mão de obra do maranhense. Fazer a roda girar, em benefício de todos, é fundamental.

E, nesse sentido, sou um entusiasta do uso de fontes de energia renováveis – que temos em abundância -, da reciclagem do lixo, da importância do saneamento básico, da mobilidade urbana e de novas soluções que continuem alavancando nosso desenvolvimento; respeitando as pessoas e o nosso maravilhoso tesouro ambiental. É. Certamente, este é um grande desafio a encararmos. E, para vencê-lo, vou continuar me dedicando todos os dias.