Pílulas contra a desinformação: saiba como denunciar notificações caluniosas de perfil ou número desconhecido

Você pode denunciar a informação falsa na própria plataforma digital ou em canais de segurança pública da Polícia civil ou de instituições como o Ministério Público, por exemplo.

“Recebeu mensagens eleitorais de um número desconhecido? Denuncie! Disparos em massa são proibidos por lei e servem como arma para a desinformação. Você pode ajudar a Justiça Eleitoral a proteger a sociedade e preservar as regras do jogo.”

O alerta a eleitora e o eleitor para que não interaja com informações recebidas de perfis ou números de telefones desconhecidos. Cada reação do usuário interfere na sequência dos algoritmos de uma rede social, fazendo com que assuntos suspeitos ganhem destaque. Mas o que fazer se receber uma fake news? Denuncie.

Pílulas contra a desinformação: para haver diálogo é preciso haver respeito

A polarização, como é chamada a disputa entre dois grupos que se fecham em suas convicções e não estão dispostos ao diálogo, só traz prejuízos. Divulgar mensagens carregadas de ódio, raiva e radicalismo contribuem ainda mais para o clima de intolerância.

“Os ataques acirram a animosidade e a intolerância, usando mensagens que despertam sentimentos negativos, o radicalismo, o fanatismo e o rompimento dos laços sociais. Combater a desinformação é promover a paz, o respeito e a harmonia, é lutar por um país mais justo e tolerante”.

Uma pessoa pode discordar da outra, e é isso que se espera de um diálogo. Mas é preciso sempre se guiar pelo respeito ao outro. Combater a desinformação é também promover a paz e lutar por um país mais tolerante.

Pílulas contra a desinformação: erros de português podem sinalizar que a notícia é falsa

Uma das características mais marcantes das fake news é a presença de erros de português. No jornalismo profissional, os textos passam por edição e revisão, exatamente para evitar erros de ortografia ou gramaticais.

“Texto suspeito. Erros gramaticais são comuns em narrativas falsas e muito raros no jornalismo profissional. Falhas de português têm uma grande chance de sinalizar a presença de notícias falsas. Desconfie sempre de matérias cheias de erros de português e gramática”.

Além disso, normalmente notícias falsas costumam apresentar também erros de formatação, letras em caixa alta e uso exagerado de pontuação ou emojis. Por isso, preste bastante atenção e, na dúvida, não compartilhe.

Pílulas contra a desinformação: ler a notícia toda antes de repassar é dica para não transmitir Fake News

“Não julgue o livro pela capa! A desinformação pode aparecer em links para notícias com manchetes dramáticas, absurdas ou sensacionalistas. Não é raro que esses títulos sejam desmentidos por informações no texto das próprias matérias. Ler a íntegra é essencial”.

Um título atraente atrai a atenção das pessoas e, por isso, essa estratégia é usada por quem produz fake news. Recebeu um conteúdo que chamou atenção? Antes de passar adiante, leia todo o texto e verifique se as informações são verdadeiras, buscando como alguns veículos de comunicação já abordaram o mesmo conteúdo. Na dúvida, não compartilhe.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem trabalhado na orientação da população brasileira para que o processo eleitoral seja limpo e confiável.

 

STF e TSE assinam acordo para combater fake news sobre o Judiciário

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) celebraram, em Brasília, um acordo para combater as fake news envolvendo o Judiciário e divulgar informações sobre as Eleições 2022.

O presidente da Corte Eleitoral, ministro Edson Fachin, destacou os tempos espinhosos que o Brasil vive atualmente, marcados por ameaças insistentes.

A assinatura do acordo aconteceu durante a apresentação das parcerias do Programa de Combate à Desinformação do Supremo Tribunal Federal (PCD/STF), que envolverá 35 instituições, entre entidades de classe, universidades públicas e empresas de tecnologia.

O presidente do STF, Luiz Fux, ressaltou que a iniciativa vem na hora devida: “O programa é uma aliança institucional estratégica entre os tribunais e entidades relevantes da sociedade civil para combater a fraude informativa”, disse.

Roseana dispara: “fake news, agressões e desrespeito são comportamentos típicos de maus políticos”

A ex-governadora Roseana Sarney disparou um enigmático tweet.

“Não se faz política sem diálogo e respeito. Fake news, agressões e desrespeito são comportamentos típicos de maus políticos, aproveitadores e aventureiros”, twitou.

Para uma emissora local, o governador Flávio Dino (PSB) disse que não há mais polarização entre ele e o grupo Sarney. Após isso, a mídia alinhada ao senador Weverton Rocha, disparou várias críticas à fala de Dino, chegando a expor violentamente a ex-governadora e seu grupo.

Há quem tenha interpretado a postagem como reação contra essas críticas.

Flávio Dino dispara contra perfis falsos que espalham fakenews

Hoje (21), durante sua já tradicional entrevista coletiva virtual das sextas-feiras, sobre as medidas de combate à pandemia da Covid-19, o governador Flávio Dino (PCdoB) emitiu fala no sentido de tranquilizar a população maranhense sobre a chegada da nova cepa indiana ao estado.

Dino disse que não houve contato dos tripulantes do navio com trabalhadores. “E todos da embarcação, assim como agentes de saúde, e demais pessoas do navio, estão sendo imunizados e já passaram por testes”, completou.

Ele aproveitou para rechaçar, de forma veemente, o uso político que alguns incautos estão fazendo com este fato, principalmente através de perfis falsos em grupos de WhtasApp, .

“Fake news é coisa de criminoso. É inadmissível que bandidos estejam usando esse fato para objetivos asquerosos de luta política”, disparou.

Artigo isento e de quem sabe ler a política do Maranhão

Sobre a atuação desastrosa do PDT em São Luís e as vitórias fakes do famigerado Weverton Rocha

Por Ribamar Corrêa

Algumas avaliações estão tentando cravar na crônica política estadual o registro de que nas três batalhas recentes da guerra prévia pela sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) – as disputas para a Prefeitura de São Luís, para a presidência da Câmara Municipal e para o comando da Famem -, o senador Weverton Rocha (PDT) derrotou o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos).

Sem levar em conta as diferenças e as circunstâncias de cada um desses eventos, as avaliações causam a impressão de que o senador e presidente estadual do PDT se move no tabuleiro político arrebatando os troféus de todas as disputas em que está direta ou indiretamente ligado.

Nos três casos relacionados, a vantagem mais clara do senador se deu na Famem, com a reeleição do presidente Erlânio Xavier, seu operador mais fiel, numa eleição bem disputada, da qual os perdedores saíram de cabeça erguida. Na Câmara Municipal, o vereador Osmar Filho (PDT) só foi eleito de novo presidente porque o prefeito Eduardo Braide (Podemos), que tinha poder de fogo para eleger o presidente, resolveu mimar o PDT costurando um consenso, retribuindo assim o apoio que dele recebeu no segundo turno. O vice-governador tentou estimular uma disputa, mas errou no cálculo.

Na disputa para a Prefeitura da Capital, o senador Weverton Rocha conduziu o PDT e a aliança dele com o DEM a um desastre monumental. Tanto que o candidato da aliança, o jovem e aguerrido deputado estadual Neto Evangelista, não conseguiu chegar ao segundo turno. O líder pedetista tentou compensar o tombo apoiando Eduardo Braide, que venceu a eleição e deu aos pedetistas a falsa sensação de vitória. Esfriados os ânimos e feitas as contas, o fato real é que um erro de cálculo do senador levou o partido criado por Jackson Lago, que estava no comando de São Luís, quase a desaparecer do mapa político da Capital, depois de quase três décadas de domínio absoluto.

Para começar, numa decisão inacreditável para muitos membros do partido, Weverton Rocha resolveu que o PDT não lançaria candidato à sucessão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Jr.. Com isso, abriu mão de tentar manter seu partido no comando da maior Prefeitura do Maranhão e, mais surpreendente, para tentar entregá-la ao DEM, uma força duramente combatida pelo chamado “PDT de raiz”.

O erro estratégico ganhou força com o fato de o senador não haver dialogado com o prefeito Edivaldo Holanda Jr., que considerou a escolha “inaceitável”, se recusou a apoiá-lo e se distanciou da disputa. Sem oposição dentro do partido, Weverton Rocha consolidou o projeto de entregar a Prefeitura de São Luís ao DEM, levando o PDT a participar da sucessão municipal na condição de mero coadjuvante, ao indicar a assistente social e militante pedetista Luzimar Lopes candidata a vice.

As urnas confirmaram o desastre que foi a estratégia do comandante do PDT em São Luís: numa só tacada, o partido perdeu o poder de administrar uma máquina que alcança 1,2 milhão de ludovicenses, 700 mil deles eleitores, não conseguindo sequer a vaga de vice. Não ficou aí: só elegeu três vereadores – Osmar Filho e Raimundo Penha, reeleitos com votações menores do que em 2016, e o novato Nato Jr..

Focado na guerra sucessória estadual e certo de que a eventual eleição de Duarte Jr. fortaleceria o vice-governador Carlos Brandão, o senador não titubeou: sem levar em conta o fato de que esse movimento atingiria a malha partidária tecida pelo governador Flávio Dino, mobilizou o que restou do PDT e o colocou a serviço da candidatura de Eduardo Braide, que, até onde é sabido, não assumiu qualquer compromisso para 2022. Assim, no dia 1º de Janeiro, o PDT entregou, sem luta, sua joia mais preciosa, a Prefeitura de São Luís, ao Podemos, encerrando uma era de domínio político na Capital.

Não há algo parecido na crônica das vitórias e derrotas políticas recentes do Maranhão.

É consenso que, aos 41 anos, o senador Weverton Rocha é o político mais ativo, arrojado e bem-sucedido da sua geração no Maranhão. Comanda um partido de peso, faz um mandato senatorial produtivo nos vieses legislativo e político, e, com atuação forte, reúne todas as condições para entrar na disputa com cacife para ser o próximo governador do Maranhão. Os dois milhões de votos que recebeu para o Senado indicam essa evidência.

Nessa contabilidade positiva no geral há, porém, baixas expressivas. Se de um lado saiu das eleições com 45 prefeitos e cerca de 300 vereadores, de outro sofreu perdas irreparáveis, como a máquina de São Luís – que sozinha equivale a mais da metade desses municípios conquistados -, e a importante e estratégica Prefeitura de Codó, por exemplo. Além disso, a legenda só tem hoje um deputado federal (Gil Cutrim), e só quatro dos seis deputados estaduais que elegeu em 2018.

Qualquer avaliação isenta, sem a pressão do partidarismo, certamente mostrará que, eleitoralmente, na disputa pela Prefeitura de São Luís o desempenho do lado do vice-governador Carlos Brandão foi bem melhor do que o do senador Weverton Rocha.