Quase que secretamente, CLA lança foguete 14-X S com tecnologia hipersônica

Sem qualquer comunicado e sem transmissão ao vivo, a Agência Espacial Brasileira lançou no último dia 14 no CLA (Centro de Lançamento de Alcântara) foguete sonda 14-X S, o primeiro demonstrador da tecnologia hipersônica aspirada do Brasil.

Chamou a atenção da mídia especializada, o sigilo do evento, haja vista a importância do lançamento teste. Só após o resultado positivo, a Força Aérea Brasilera (FAB) postou no Twiiter sobre a realização da decolagem e, dois dias depois, um vídeo de 2:44, no YouTube mostrado mais detalhes (veja acima)

“Parece que estavam inseguros quanto ao resultado e só depois que deu certo, resolveram divulgar”, disparou Sérgio Sacani, maior divulgador científico no Brasil de assuntos relacionados.

Com o teste, o Brasil entra no seleto time dos países detendores da tecnologia de motor hipersônico. O veículo lançado atingiu 160 km de altitude, chegando a 200 km de distância.

 

Deu scrub! Foguete de Weverton não decolou e ainda irritou Flávio Dino

DO BLOG DO LUDWIG, COM EDIÇÃO

O lançamento da pré-candidatura de Weverton Rocha (PDT) em Imperatriz foi sem dúvida um grande evento com êxito comprovado da articulação, pressão política e infraestrutura dedicada.

Dizem que os céus do Maranhão congestionaram com dezenas de aeronaves buscando gente em todo o estado. No entanto, apesar desse sucesso todo, dois pontos cabem destaque.

Primeiro, foi o fato do número de prefeitos presentes não superar um almoço recente em Presidente Dutra em apoio ao futuro Governo Brandão, que inicia em abril do próximo ano. Comprovadamente 103 prefeitos declararam apoio ao vice-governador, enquanto pouco mais de 30 prefeitos, apenas, marcaram presença no lançamento da pré-candidatura do pedetista.

Claro que alguns dos que estiveram em Presidente Dutra, estiveram também em Imperatriz, o que é natural no conhecido jogo do “quem suga mais”, até chegar o momento da “vaca não conhecer bezerro”.

O segundo ponto e muito simbólico na comparação da representatividade política dos dois eventos foi a ausência de petistas no ato do Weverton. Focado em ter o PT no arco de aliança partidária na eleição do ano que vem, até no sábado o vice-governador Carlos Brandão foi melhor “alfaiate” (aquele que melhor costura).

Enquanto Weverton não teve nenhum representante do PT do Maranhão no seu ato, o vice-governador Carlos Brandão finalizou sua agenda no município de São Bernardo prestigiando o aniversário do secretário de secretário de Trabalho e Economia Solidária, Jowberth Alves, um dos líderes de uma das várias correntes políticas da legenda.

E a mensagem que fica, nesse aspecto, é que apesar de ter a preferência de Zé Dirceu e talvez a do Lula, Weverton não tem feito o dever de casa para conquistar o apoio do PT. E isso, quando for colocado na mesa, vai fazer muita diferença. Atualmente Brandão tem quase a totalidade do apoio das correntes políticas petistas no Maranhão.

Comentário do blog: E um terceiro ponto são o fato das falas tortas de Weverton e dos aliados, dando um sinal claro de que o pedetista será candidato de qualquer jeito, terem irritado seriamente o governador Flávio Dino. Hoje, em Trizidela do Vale, ao seu modo, o socialista mandou seu recado.

Mas esse será assunto para outra postagem e para o programa Xeque-Mate de hoje às 18h na rádio Mais FM.

Em Alcântara, Marcos Pontes inclui Starship em vídeo, insinuando que o foguete pertence ao programa espacial brasileiro

Em visita a Alcântara, nesta quarta-feira (26), o astronauta e ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, exibiu, no paredão de uma das plataformas do Centro de Lançamento, uma projeção de um vídeo do programa Espacial Brasileiro, contendo uma espécie de “gato no lugar de lebre”.

Entre as imagens apresentadas (veja no vídeo acima), a que chama mais atenção é uma do famoso pouso da Starship SN15, um protótipo da nave que pretende levar o homem à Marte, conforme ambições do bilionário e CEO da SpaceX, Elon Munsk.

O teste de voo e pouso da Starship SN15 aconteceu com sucesso absoluto no início de Maio em Boca Chica, no Texas. O retorno do foguete à base teve controle aerodinâmico perfeito, isso sem falar da manobra em altitude quando ele desceu lindamente de barriga, “ladeira à baixo”.

Em suma, um desses brinquedinhos do Munsk, de mais de 50 metros de comprimento, não decolaria nem em sonho do Centro Espacial de Alcântara (CEA), não só pela base em si, mas pela infraestrutura inviável de transporte até o local.

No entanto, o ministro não pensou duas vezes em incluir esse e outros aparelhos espaciais na sua apresentação.

Justiça seja feita, a chamada pública, coordenada por Pontes, que  culminou com a escolha de quatro empresas especializadas em veículos lançador de pequeno porte para a utilização do CEA, já é considerada a maior iniciativa dos últimos tempos para área espacial brasileira (relembre aqui), mas daí, tentar fantasiar “gato por lebre”, já é de mais.

Menos, ministro!

Conheça as empresas e veículos que usarão a base de Alcântara para lançamentos

Cosmic Girl, Boeing 747 da Virgin Orbit, leva debaixo da sua asa o foguete LauncherOne

O dia 28 de Abril vai ficar marcado para o setor aeroespacial no Brasil. Evidente que não se trata de uma grande descoberta astronômica com a assinatura de brasileiro ou mesmo do desenvolvimento de algum grande foguete que leve o homem à Lua.

Entretanto, a realização da chamada pública, que culminou com a escolha de quatro empresas especializadas em veículos lançador de pequeno porte para a utilização do Centro Espacial de Alcântara (CEA) pode sim ser considerado um grande passo para área espacial brasileira.

A base voltará a ser utilizada e com esse uso, o setor será finalmente aquecido, sobretudo financeiramente.

E é bom que se diga: o processo adotado foi o melhor caminho, haja vista que o Centro será utilizado com a devida obediência às suas limitações e, principalmente, evitando altos investimentos em infraestrutura.

Empresas e veículos

As empresas americanas Hyperion, Orion Ast, Virgin Orbit e a canadense C6 Launch foram as vencedoras da chamada pública realizada no último dia 28.

A Hyperion vai usar o Sistema de Plataforma VLS (Sisplat), provavelmente para lançamento orbital (até 750 de altitude, com carga de até 200 kg), por meio dos chamados foguetes VLS, maior expertise da empresa.

Já a Orion Ast vai usar a plataforma de Lançador Suborbital, para lançamentos de até 200 km de altitude. A empresa é especializada em produção de nanossatélite e cubesats, entre outros, e opera no ramo espacial com foguete suborbital.

Muito conhecida no mercado, a Virgin Orbit vai usar um aeroporto existente na base de Alcântara. Um detalhe já é considerado a grande vedete do processo de contratação realizado. É que a empresa é uma das poucas do mundo com expertise para lançamentos horizontais.

No seu catálogo, a Virgin Orbit possui um avião chamado Cosmic Girl, um Boeing 747, que leva debaixo da sua asa, o foguete LauncherOne. Como já aconteceu em voos testes, o avião vai decolar com foguete a certa altitude até que o equipamento seja lançado horizontalmente, a partir do Cosmic Girl.

Conforme revelou a empresa em seu Twitter, após o anúncio do certame, toda estrutura de lançamento será levada no próprio avião e depois de lançado, todo equipamento utilizado retornará na mesma aeronave para seu local de origem. Ou seja, um esquema muito interessante com gastos reduzidíssimos.  

Por último, a canadense C6 Launch ficou com o Perfilador de Vento, que  nada mais é do que um terreno em Alcântara, pronto para a implementação de uma plataforma de lançamento.

O foguete de aproximadamente 13 metros da C6 Launch, que também chega à altitude orbital, é estruturado para lançar nanossatélites, cubesats, entre outros aparelhos de até 30 kg. Nos termos do acordo, a empresa fica responsável pela construção da sua própria plataforma.