Flávio Dino critica parte das Forças Armadas

Diante dos últimos acontecimentos envolvendo a morte do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, na Amazonia, o ex-governador do Maranhão e pré-candidato ao Senado Federal, Flávio Dino (PSB), criticou a postura de uma parte das Forças Armadas Brasileira.

Dino afirmou que enquanto parte das Forças Armadas se preocupa com o Tribunal Superior Eleitoral, quadrilhas estariam tomando conta da Amazônia.

“Enquanto parte das Forças Armadas está mobilizada contra o TSE e as urnas eletrônicas, alegando risco à “soberania nacional”, quadrilhas tomam conta da Amazônia. O mundo inteiro está vendo o resultado”, afirmou Flávio Dino.

Na tarde de ontem (15), os irmãos Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, confessaram que assassinaram o indigenista brasileiro e o jornalista inglês a tiros e depois queimaram e enterraram os corpos. A motivação do crime ainda é incerta.

A segunda maior terra indígena do país, o Vale do Javari, é palco de conflitos típicos da Amazônia: tráfico de drogas, roubo de madeira e avanço do garimpo.

TSE rejeita propostas das Forças Armadas para as eleições de 2022

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não acatou as sugestões das Forças Armadas sobre o processo eleitoral brasileiro pra 2022.

A decisão acontece no momento em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) amplia insinuações golpistas, ataques às urnas e promete uma auditoria que pode “complicar” o tribunal.

Em ofício enviado aos membros da CTE (Comissão de Transparência Eleitoral), órgão que tem uma cadeira para as Forças Armadas, reafirma que o pleito deste ano terá segurança.

“A Justiça Eleitoral tem historicamente assegurado a realização de eleições íntegras em nosso país. O êxito e a credibilidade conquistados pela instituição nesta tarefa maior de promoção da democracia firmam esta Justiça especializada como verdadeiro patrimônio imaterial da sociedade brasileira”, afirmou Fachin.

O TSE nega de forma assertiva 3 das 7 sugestões e diz que o restante já está em prática, ou seja, que não há o que mudar.