Braide retribui “apoio de gaveta” dos Sarney com escolha de nomes do clã para o secretariado

De 27 nomes que comporão o secretariado do prefeito de São Luís, Eduardo Salim Braide (Podemos), pelo menos quatro são carimbados como sarneysitas de carteirinha.

Bruno Duailibe (Procurador), Joaquim Haickel (Comunicação), André Campos (Articulação e Desenvolvimento Metropolitano), Marco Duailibe (Cultura) e Marcos Affonso (Segurança com Cidadania) são da cozinha, parentes ou ligados ao clã por passagens nos governos de Roseana Sarney.

Durante a campanha, não era segredo para ninguém a aliança de Braide com o grupo Sarrney, especialmente por meio do apoio do MDB, mas os sobrenomes sarneys foram discretamente convidados a não se manifestarem com muita veemência. Resultado: foram devidamente contemplados no Governo de Salim Braide.

Há outros nomes ligados ao clã Sarney, mas apenas em momentos pontuais como a historiadora Kátia Bogéa (Fundação Municipal do Patrimônio Histórico) e Pavão Filho (Governança Solidária e Orçamento Participativo). Outros chegam a exalar a cantiga dos Sarney, mas por tabela, via indicação de José Reinaldo Tavares, a exemplo do futuro secretário de Planejamento, Simão Cirineu.

São bons nomes, é preciso reconhecer, mas que o grupo Sarney ganha fôlego no Palácio La Ravardière, vizinho aos Leões, isso é fato.