Alô, polícia! Caiu R$ 17 milhões na conta da prefeitura de Pinheiro do prefeito Luciano Genésio

Em Pinheiro, o prefeito Luciano Genésio (PDT) recebeu R$ 17 milhões em recursos do governo federal provenientes do chamado “fundo a fundo”.

O dinheiro público veio por meio do Fundo Nacional da Saúde, por meio de emenda de relatoria dividida em três repasses realizados no mesmo dia, um no valor de R$ 12 milhões, outro de R$ 2 milhões e um de R$ 3 milhões.

O recurso tem finalidade de Incremento Temporário do Teto da Média e Alta Complexidade – MAC e Incremento Temporário do Piso de Atenção Primária (PAP), ambos do Ministério da Saúde.

Até o momento não se sabe qual político destinou os 17 milhões de reais para Luciano Genésio, prefeito que, aliás, é acusado pela Polícia Federal de roubar milhões em dinheiro público do programa FNDE – PNATE – (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – Programa Nacional de Alimentação Escolar).

 

Pastor amigo de Weverton Rocha é preso pela Polícia Federal

O ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, e o pastor Gilmar Santos, amigo do senador Weverton Rocha (PDT), foram presos na manhã desta quarta-feira (22).

A prisão faz parte de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas sobre um balcão de negócios no Ministério da Educação e na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). O fundo concentra os recursos federais destinados às transferências para municípios.

Weverton Rocha tem forte vínculo de amizade com o Pastor Gilmar Santos. Na época do escândalo, o senador chegou a apagar de suas redes sociais um vídeo em que aparece com um envolvido no esquema criminoso.

A prova concreta dessa amizade foi quando o senador pedetista retirou seu nome da lista de apoiadores da CPI do Ministério da Educação (MEC). A retirada foi um pedido especial do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O jornalista Reinaldo Azevedo chegou a chamar Weverton Rocha (PDT) de “lixo” e repugnou a atitude do parlamentar. O Weverton apenas declarou que foi o “certo” a se fazer.

 

Codó: PF prende homem acusado dos crimes de associação criminosa e inscrição eleitoral fraudulenta

Um homem foi preso na manhã desta segunda-feira (13) na cidade de Codó sob acusação de integrar associação criminosa voltada para prática de fraudes contra o INSS.

A prisão faz parte da operação “Anastase” da Polícia Federal que informou que o preso levou uma idosa ao cartório eleitoral de Codó, que, com uso de identidade falsa em nome de uma pessoa já falecida, fez renovação do cadastro de eleitor em nome dela, com a finalidade de fazer prova de vida perante o INSS e, assim, sacar o seu benefício previdenciário.

Com isso, os envolvidos praticaram os crimes de inscrição eleitoral fraudulenta, tentativa de estelionato previdenciário, uso de documento falso e associação criminosa. As penas somadas podem chegar a 20 anos e 8 meses de reclusão.

O nome da operação significa “ressureição” em grego, em analogia ao fato do acusado ter realizado prova de vida de alguém já falecido.

PF suspeita que núcleo criminoso da Droga Rocha atua na Prefeitura de Imperatriz

A Polícia Federal informou que há indícios de que o núcleo empresarial criminoso investigado na Operação Free Rider, que apura fraudes licitatórias, superfaturamentos contratuais de mais de R$ 8,5 milhões e pagamentos de propina em Santa Inês, também atua na cidade de Imperatriz.

A Prefeitura de Imperatriz é comandada por Assis Ramos (União Brasil), um dos principais aliados do senador Weverton Rocha (PDT), pré-candidato ao governo do Maranhão.

Segundo a PF, o núcleo empresarial se utiliza da empresa Droga Rocha para realizar em vários municípios maranhenses o mesmo esquema criminoso que culminou no afastamento do prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus (Republicanos).

Em abril, a Polícia Federal apresentou um pedido para deflagrar a operação em Imperatriz após levantamento de possíveis irregularidades na contratação da Droga Rocha pela prefeitura comandada por Assis Ramos.

A referência é sobre a presença de uma pessoa identificada pelos investigadores como Flávio Henrique Cardoso Matos, lotado no gabinete de Assis Ramos como chefe do Escritório de Representação Institucional da prefeitura, nas dependências de uma agência bancária em Teresina (PI) onde um operador da Droga Rocha realizava saques em valores, supostamente para pagamentos de propina.

Segundo destaca a PF, assim como o operador da distribuidora de medicamentos, o agente político lotado no gabinete do democrata também portava uma mochila, e o município de Imperatriz possui contrato ativo com a empresa do grupo criminoso.

Segundo dados do Tribunal de Contas do Estado, a prefeitura de Imperatriz firmou mais de dez contratos com a Droga Rocha, entre 2018 e 2022. São mais de R$ 16,4 milhões em contratos para fornecimento de medicamentos e materiais correlatos ao município.

O documento é assinado pela delegada de Polícia Federal Rebecca Diniz Alves Fonseca.

 

Polícia Federal ronda República de Barreirinhas e começa a prender gente

Um foragido da Justiça de alta periculosidade e um dos mais procurados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi preso na tarde de ontem (26) na cidade de Barreirinhas, interior do Maranhão.

Com uma extensa folha de antecedentes criminais, o homem já participou de roubos a transportadoras de valores e agências bancárias e o seu nome consta na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

Foragido desde 2000, o criminoso que utilizava identidades falsas para atrapalhar o trabalho da polícia, participou de roubos a agências do Banco Real, Banco Nacional e à empresa Nestlé, todos ocorridos no Estado de São Paulo, entre os anos de 1995 e 2005.

Ele foi encaminhado ao Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão, onde ficará à disposição das Justiças de Ribeirão das Neves (MG) e de Ribeirão Bonito (SP).

Quarta Quente! PF amanhece em Santa Inês e afasta prefeito do cargo

Uma operação da Polícia Federal (PF) denominada Free Rider, com apoio da Controladoria Geral da União, foi realizada na manhã de hoje (27) nas cidades de São Luís (MA), Santa Inês (MA), Caxias (MA) e Teresina (PI).

A operação tem o objetivo de desarticular grupo criminoso responsável por promover fraudes licitatórias e superfaturamentos contratuais no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Inês, envolvendo verbas federais que deveriam ser utilizadas para a compra de medicamentos e insumos hospitalares.

Os principais suspeitos do crime foram afastados imediatamente dos cargos. São eles: o Prefeito Municipal de Santa Inês, Felipe do Pneus, a Secretária de Saúde, a Secretária de Administração, o Chefe do Setor de Licitação, o Diretor de Compras, a Chefe de Gabinete do Prefeito e mais outros dois servidores municipais, ligados às fraudes licitatórias.

De acordo com as investigações, a Prefeitura de Santa Inês estava realizando de forma fraudulenta a Ata de Registro de Preços de outros municípios sem que houvesse o requisito de “vantagem” para a administração pública, posto que, em um dos casos investigados, havia o superfaturamento de 215%.

Os contratos investigados, que somam mais de 8,5 milhões de reais, envolvem uma empresa sediada em Teresina (PI), a qual deveria fornecer diversos medicamentos e insumos hospitalares para o município de Santa Inês.

A investigação revelou fortes indícios de que grande parte das contratações envolviam propina, possivelmente repassada para os integrantes da organização criminosa por meio de empresa fictícia, criada para essa finalidade.

Os investigados poderão responder por fraude à licitação, superfaturamento contratual, peculato, crime de responsabilidade praticado por prefeito (Decreto-Lei 201/67), corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, com penas que podem ultrapassar 40 (quarenta) anos de reclusão.

Não é TBT! Polícia Federal faz mais uma operação em Pinheiro

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Policial “Compliance”, para combater os crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e furto qualificado.

As investigações tiveram início com base em notícia crime apresentada pela Caixa Econômica Federal, que informava sobre supostas fraudes em 150 contas de órgãos municipais de todo o Brasil.

A PF identificou que, com as fraudes, os criminosos efetuaram diversas transferências bancárias para contas de laranjas, além de realizar pagamentos de boletos com o numerário desviado.

Tais transferências tiveram como destino os estados de Goiás, Maranhão, Paraná e para o Distrito Federal. Para dissimular a origem ilícita do dinheiro obtido, os investigados abriram várias contas de criptomoedas.

A PF representou por 17 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Minas Gerais e cumpridos nos estados de Goiás, Maranhão, Paraná e no Distrito Federal. Houve 29 indiciamentos e 29 sequestros de bens.

No Maranhão, foram cumpridos foram cumpridos 05 mandados, sendo 3 em São Luís e São José de Ribamar e 2 em Pinheiro.

Perseguição? Gestão de Luciano Genésio em Pinheiro, de novo, na mira da PF

 

De novo? Deve ser perseguição da Polícia Federal (PF) ao valentão de Pinheiro!

Para entender as informações da frase acima, veja o vídeo.

O certo é que hoje (23), nas primeira horas da manhã, agentes PF deflagraram nas cidades de São Luís, Pinheiro, São Bento e Peri-Mirim-MA, a “Operação 5ª POTÊNCIA”, com a finalidade de desarticular esquema criminoso voltado a promover fraudes licitatórias, superfaturamento e simulação de fornecimento de gêneros alimentícios da Merenda Escolar, com desvio de recursos públicos federais do programa FNDE/PNATE – (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – Programa Nacional de Alimentação Escolar).

Ao todo, cerca de 80 policiais federais deram cumprimento a 18 (dezoito) Mandados de Busca e Apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que decorreram de representação elaborada pela Polícia Federal.

Os mandados tiveram como alvos endereços comerciais e residenciais de agentes políticos na cidade de Pinheiro/MA e Peri-Mirim/MA, ex-agentes políticos do município de São Bento/MA, sede de Associações de Agricultura Familiar da Baixada Maranhense, bem como endereços residenciais e comerciais de pessoas ligadas a empresas de São Luís/MA.

O objeto da apuração diz respeito a irregularidades em contratos firmados entre as prefeituras de Pinheiro/MA, São Bento/MA e Peri-Mirim/MA e Associações de Agricultura Familiar. O grupo criminoso se aproveitou da determinação contida na Lei 11.947/2009, a qual prevê que, do valor total repassado pelo FNDE aos entes públicos para custeio do PNATE, pelo menos 30% deve ser utilizado na compra de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural local.

Ocorre que as entidades contratadas, mediante Chamadas Públicas fraudadas e direcionadas, são geridas na realidade por agentes públicos que fazem parte do esquema, e não possuem a mínima capacidade econômica e operacional para o fornecimento da absurda e desproporcional quantidade de alimentos declarados nas notas fiscais e nos contratos.

Como exemplo, em apenas um ano a Associação Rural contratada declarou o fornecimento (já no final do ano letivo) de 420 kg de alface; – 200 kg de cheiro verde; – quase 35 mil unidades de pão caseiro; – 350 kg de erva vinagreira, 40.600 unidades de banana, etc, quantidade de alimentos esta inviável de ser produzida no local e desproporcional à quantidade de alunos matriculados.

“Foi a que mais me doeu”, desabafa Pacovan sobre prisão que teve Eudes Sampaio como responsável

Em entrevista, nesta quarta-feira (09), ao Leriado Cast, podcast do jornalista Marcelo Minard, o empresário Josival Cavalcanti da Silva, mais conhecido como “Pacovan”, fez um dramático desabafo sobre sua prisão ocorrida no final de 2020, após as eleições daquele ano.

“A que mais me doeu”, disse, ao lembrar do responsável pela denúncia que o levou a prisão: o ex-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB).

Sem ao menos lembrar do nome do ex-gestor, Pacovan narrou que Sampaio disse à Polícia Federal que ele teria ido cobrar dinheiro em sua casa localizada na praia de Panaquatira.

“Eu nunca fui na casa desse homem. Ele disse que mandei os cobradores cobrar ele. Eu nunca mandei cobrador […] Ele tá dizendo que o povo falou, o que ele acha na cabeça dele. Disse que fui cobrar emenda. Eu não sou deputado. […] Quem bota emenda é deputado. Ele foi na Polícia Federal, fez a denúncia do jeito que quis. A polícia investigou e pediu minha prisão, fui preso sem merecer”, desabafou.

Com entonação dramática e com clara demonstração de ressentimento, Pacovan disse ainda que nunca fez negócio com o ex-prefeito. “Não tenho um centavo transferido da conta do Eudes para a conta do Josival [ou o contrário] e nem de uma empresa minha. Não tem! Não teve [também] dinheiro da prefeitura”, afirmou.

No vídeo abaixo, trecho do desabafo do amargurado Pacovan:

Pinheiro: Em material de limpeza, alvo da Polícia Federal faturou quase R$ 600 mil só em dezembro

A Prefeitura de Pinheiro, sob a gestão de Luciano Genésio (PP), foi alvo de uma operação da Polícia Federal batizada de “Irmandade” em alusão à prática de corrupção, segundo a polícia, do prefeito afastado Luciano, seu irmão e amigos.

Somente uma empresa dos “irmãos Trinta”, que também foram alvo da PF, faturaram quase R$ 600 mil, em contratos, somente em dezembro.

Danilo e Renato Trinta tiveram dois contratos celebrados com Luciano Genésio no valor de R$ 586.136,35. A empresa, que ganha contratos com facilidade em Pinheiro, é a R. S. T. ABREU EIRELI.

No início de dezembro, a empresa dos “irmãos Trinta” assinou um contrato de aquisição de material de limpeza, expediente, higiene pessoal, copa e cozinha, segundo dados coletados do Tribunal de Contas do Estado. Só nessa celebração a cifra ficou cravada em R$ 215.838,40.

Outro contrato celebrado entre a empresa de Danilo e Renato Trinta foi para a aquisição de gêneros alimentícios para atender secretarias (diversas) no município. Nessa ‘oportunidade’, os irmãos foram agraciados pela gestão de Luciano Genésio com R$ 370.297,95.

Saque e depósito 

Segundo o delegado federal Roberto Costa, em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (12), a suposta organização criminosa repassava o dinheiro para o prefeito Luciano Genésio logo após receber da Prefeitura de Pinheiro. Havia, ainda segundo o delegado, três formas do dinheiro chegar até o destinatário principal, no caso Genésio.

A primeira é em depósitos diretamente na conta do gestor público. No mesmo dia do pagamento da prefeitura para empresa ou um, ou dias depois. A segunda forma é por meio do saque na boca do caixa e o dinheiro é repassado em espécie à Luciano. A terceira forma era por meio de intermediários indicados pelo gestor.

Só nessa operação deflagrada pela Polícia Federal, os investigadores identificaram o suposto desvio de R$ 38 milhões. Danilo e Renato Trinta, por outro lado, já celebraram quase R$ 50 milhões com o prefeito Luciano Genésio por meio de suas empresas.

A Polícia Federal acredita que Genésio é o verdadeiro dono das empresas alvo da Operação “Irmandande”. O irmão de Genésio, Lúcio André, tem procuração com plenos poderes sobre as empresas.