Que safra! Prefeitos da Ilha enfrentam protestos e demonstram incapacidade de diálogo

Os dois prefeitos das duas maiores cidades da Ilha, São Luís e São José de Ribamar, enfrentam desde ontem (02) problemas com os professores das suas respectivas redes de ensino. As duas categorias cobram reajuste salarial, progressão, entre outros itens do calendário relativo à data-base.

Tanto o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos) como o de Ribamar, Julinho Matos (PL) dificultam o diálogo com os educadores.

“Tivemos outros momentos com outros prefeitos que aqui já estiveram. Eles sempre respeitaram essa categoria, nos recebendo para dialogar, pois entendemos que com o diálogo podemos conversar e entrar num acordo em prol dos direitos dessa categoria e da classe trabalhadora”, disse uma professora reclamando da dificuldade que estava encontrando em Ribamar (veja no vídeo acima).

Já em São Luís, o prefeito Eduardo Braide, que tem enfrentado protestos de manhã de tarde e de noite, de várias categorias de traballhadores, evitou ir à abertura dos trabalhos legislativos para não se encontrar com os professores, que desde ontem passaram a ir para a sede da Câmara Municipal da capital pedir apoio dos vereaodores para suas pautas.

Lamentável.

A frustração dos que tentaram desacreditar o vice-governador Carlos Brandão

Para quem espalhou aos ‘quatro ventos’ que Carlos Brandão não cumpriria a palavra empenhada, durante a sua mais recente interinidade como chefe do executivo maranhense, soou frustrante a notícia de que o vice-governador iniciou a autorização de convênios municipais com prefeituras maranhenses. Pouco mais de um mês depois de receber 153 prefeitos no Palácio dos Leões, agora representando o governador Flávio Dino, Brandão iniciou a autorização dos convênios municipais, e já na segunda-feira, 22, foram liberadas solicitações de sessenta cidades.

Carlos Brandão pretende dar respostas rápidas aos pedidos feitos pelos prefeitos que estiveram com ele em janeiro, e continuar as conversas com os demais gestores, para que sejam atendidos os 217 municípios do estado. Preocupado com o êxito desse trabalho, o vice-governador afirmou destacou a importância dos prefeitos e equipe serem auxiliados desde a apresentação das propostas de obras e criação de programas para cada localidade até a execução dos projetos, que devem ser elaborados de acordo com a necessidade e a capacidade orçamentária relativa aos municípios.

O governo tem um teto financeiro a ser respeitado e é isso que garantirá o bom êxito da empreitada, segundo Brandão. Pautas como essa reforçam o caráter municipalista adotado por Dino e Brandão. Nos encontros com os gestores municipais eleitos e reeleitos, o vice-governador tem reforçado a sua opinião de que as soluções para os problemas do Maranhão passam pelo municipalismo, pelo desenvolvimento social e econômico em todas as regiões maranhenses, considerando sempre as suas respectivas vocações para negócios, investimentos, ações e programas, respeitando as peculiaridades de cada cidade.

Carlos Brandão segue conversando com os prefeitos esta semana, inteirando-se dos pleitos e desafios dos municípios. As autorizações dos convênios são uma ducha de água fria naqueles que quiseram desacreditar o vice-governador do Maranhão, tentando convencer os gestores municipais de que a palavra de Carlos Brandão não seria cumprida. É o primeiro sinal claro do que está pensando o governador Flávio Dino em relação à sua sucessão, em 2022.

Por enquanto, apesar da rebeldia protagonizada por integrantes do grupo governista nas eleições para prefeito de São Luís, a base de apoio do governo tecnicamente permanece unida, graças ao esforço de um dos braços direito de Dino, o deputado licenciado e secretário das Cidades, Márcio Jerry. Não se sabe se essa união perdurará por muito tempo; afinal, o senador Weverton Rocha, com toda legitimidade que lhe é garantida, estaria mesmo disposto a disputar o governo do Maranhão no ano que vem. (Jornal Pequeno)