Falta de espaço e força política, levam Neto Evangelista a se conformar com reeleição na ALEMA

Alegando proximidade com a população, Neto Evangelista decidiu que vai concorrer à reeleição ao cargo de deputado estadual nas eleições de 2022.

“As pessoas sempre me perguntavam: vai ser candidato a federal? E sempre vinha acompanhado de um sentimento de perda. Então, em respeito às pessoas que sempre confiaram em mim ao longo de toda minha trajetória política, decidi continuar cumprindo com seriedade, honestidade e convicção meu trabalho, ouvindo as pessoas e suas demandas, estando perto dos parceiros e amigos de cada município”, afirmou o deputado.

Corre nos bastidores da política maranhense que o deputado tentaria a vaga de deputado federal pelo União Brasil, no entanto, desistiu após a legenda priorizar as candidaturas de Juscelino Filho e Pedro Lucas a federais pela sigla. Neto acabou se conformando em disputar a vaga de deputado estadual.

Neto Evangelista desiste da Câmara Federal e vai tentar reeleição na ALEMA

O deputado estadual Neto Evangelista (PDT) desistiu de tentar uma vaga na Câmara Federal e vai tentar a reeleição para a Assembleia Legislativa (ALEMA)

A definição vem após as dúvidas sobre a sua filiação ao União Brasil por conta das candidaturas de Juscelino Filho e Pedro Lucas a federais pela sigla. Neto preferiu não arriscar sua eleição e decidiu se filiar ao PDT.

Em um caminho supostamente mais fácil, o PDT pretende eleger cinco estaduais e até dois federais.

União Brasil decide por pré-candidatura de Luciano Bivar, penúltimo colocado nas eleições presidenciais de 2006

Luciano Bivar (PE) será o pré-candidato à Presidência da República pelo União Brasil. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (14) durante uma reunião da Executiva Nacional.

Segundo informações, os partidos União Brasil, MDB, PSDB e Cidadania pretendem lançar um candidato em consenso no dia 18 de maio. A escolha de Luciano Bivar pelo União Brasil tem objetivo de viabilizar uma alternativa eleitoral ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Bivar foi o fundador do PSL, em 1994, e, em 2006, disputou a Presidência da República, ficando em penúltimo lugar da disputa, com menos de 0,1% dos votos válidos.

Interesses de caciques do DEM e PSL levam cada vez mais Sérgio Moro para o União Brasil

Não é apenas Sergio Moro que precisa da União Brasil de Luciano Bivar para dar musculatura à sua campanha presidencial. Bivar também precisa do ex-juiz, de preferência eleito presidente da República, ou acabará sucumbindo ao nascente poder de ACM Neto, especialmente se o baiano do DEM for eleito governador.

A União Brasil, que será homologada na próxima terça-feira pelo TSE, deve eleger três governadores: ACM Neto na Bahia, Ronaldo Caiado em Goiás e Carlos Moisés em Santa Catarina.

À frente de um reduto importantíssimo para o PT no Nordeste e com canal de interlocução com Lula, será natural que ACM Neto vire um interlocutor privilegiado da Presidência petista e acabe tomando conta da legenda hoje presidida por Bivar. Seu objetivo, claro, é o Palácio do Planalto, em 2026.

Atraído por ACM Neto para essa fusão entre PSL e DEM, Bivar está quase arrependido e se vê preso numa armadilha. Teme perder o apoio interno de Rueda, o pupilo que cresceu e se tornou um dirigente pragmático — e dono do cofre bilionário da legenda.

Se Lula não é uma opção para Bivar, Jair Bolsonaro tampouco. O cacique do PSL tem ódio figadal do ex-aliado a quem cedeu o partido para a eleição de 2018. Os motivos são vários e não cabe aqui enumerá-los.

Importa apenas dizer que, neste caso, uma ainda que improvável reeleição de Bolsonaro agradaria Ronaldo Caiado, que assumiria então o protagonismo político na legenda, com acesso ao generoso orçamento federal, com ou sem emendas secretas.

(DO ANTAGONISTA)