Em Peritoró, Francisco Nagib vacina Weverton contra o vírus da ingratidão

Aliado de primeira hora do senador Weverton Rocha (PDT), mais conhecido como “Meu Preto” ou “Senador Costa Rodrigues”, o diretor-geral do Detran-MA, Francisco Nagib, deixou um duro ao recado ao pedetista no último sábado (30) em mais um evento de campanha antecipada, desta vez, em Peritoró, num ato marcado pelo fracasso de público, apesar da infraestrutura dedicada.

Ao lado de Weverton, Nagib disparou: “Nós temos a missão de conversar também com nosso grande líder, o governador Flávio Dino, que é um homem inteligente e foi graças a essa união que o senhor se transformou em Senador da República”.

O próprio Weverton tem dito abertamente que será candidato ao Governo, independente do apoio de Dino, que escolherá no próximo dia 20 o nome do seu futuro candidato à sua sucessão.

A fala cirúrgica de Nagib cai como uma vacina contra o vírus da ingratidão, que pode estar rondando as hostes pedetistas. A própria expressão de Weverton, durante o alerta do funcionário de Dino, mostra que o recado não foi muito bem recebido.

Porém, diferentemente do secretário de Segurança Públlica, Jefferson Portela, na edição anterior do evento pedetista, Nagib fez questão de realçar a liderança de Flávio Dino e não se intimidou em deixar o aviso.

Carlos Brandão lidera comitiva que conhece fabricação da Butanvac

O vice-governador, Carlos Brandão (PSDB),liderou nesta segunda-feira (05) uma comitiva formada pelos secretários de Estado da Saúde, Carlos Lula e de Articulação Política, Rubens Júnior, em visita ao Instituto Butantan. O objetivo foi o de conhecer o processo de fabricação da vacina Butanvac, a primeira vacina contra a Covid-19 produzida inteiramente no Brasil.

A agenda em busca de mais vacinas incluiu, também, reunião com o governador de São Paulo, João Dória, no Palácio dos Bandeirantes. Após o diálogo, a comitiva maranhense seguiu para a sede do Instituto Butantan, onde conheceram mais sobre os trâmites necessários para a fabricação da vacina.

Para Carlos Brandão, a fabricação da vacina brasileira representa uma esperança de mais uma opção viável, que poderá reforçar as ações de combate do novo coronavírus no país.

“A expectativa é muito grande de salvar milhares de vidas. O governo do Estado tem estudado novas ofertas para a aquisição de mais doses de imunizantes contra a Covid-19. Conhecemos, hoje, as instalações do Instituto Butantan e todo o processo de fabricação da Butanvac. Inclusive, já manifestamos o nosso interesse na compra da vacina, tão logo seja aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, pontuou o vice-governador.

Na ocasião, o diretor do Instituto, Dimas Tadeu, agradeceu a visita da comitiva e destacou a gravidade da situação em todo o país, frisando que o cumprimento das medidas restritivas, ainda é a melhor forma de conter a circulação do vírus.

“A situação da epidemia, nesse momento, é muito grave, e requer muito mais do que vacinas para contê-la. As vacinas são importantes, não há dúvida nenhuma. Mas as medidas restritivas de combate ao novo coronavírus são muito mais importantes para conter a propagação da doença”, reforçou o diretor.

Participaram da reunião, o diretor do Instituto, Dimas Tadeu; o diretor de estratégias jurídicas, Paulo Luís Capelloto; e a diretora de projetos estratégicos, Cintia Retz.

VACINA – MP pede prisão de prefeito e secretária de Saúde por ‘furar-fila’

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas pediu a prisão preventiva do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) e da secretária municipal de saúde, Shadia Fraxe, em ação que denuncia irregularidades na vacinação do Estado.

O MP solicita ainda o afastamento dos cargos públicos de todos os 22 investigados. A Justiça Estadual disse não ser de sua competência a decisão e remeteu para análise da Justiça Federal.

De acordo com o MP, a nomeação de dez médicos pelo prefeito para o cargo de Gerente de Projetos, por meio da médica Ilcilene de Paula da Silva, com a participação da Secretária Municipal de Saúde, Shadia Fraxe, e do assessor Djalma Pinheiro Pessoa Coelho configurou a prática de falsidade ideológica e peculato do chefe do executivo municipal, que teria como objetivo beneficiar o grupo.

Ressalta, ainda, que a nomeação dos profissionais foi realizada nos dias 18 e 19 de janeiro, “no acender das luzes da vacinação”.

No documento, o MP avalia que houve outras irregularidades, como a remuneração dos profissionais nomeados para o cargo ser superior à faixa salarial determinada para médicos no município. Os contratados, com carga horária de 24 horas, têm ganhos de R$ 9 mil, enquanto médicos temporários da cidade, com carga horária de 20 horas semanais, recebem menos de R$ 7 mil. Essa diferença, para o ministério público, configura crime de peculato.

Flávio Dino acompanha pari passu o recebimento do lote da CoronaVac

Atuante desde os primeiros dias da pandemia da Covid-19, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), comemorou nas redes sociais a chegada da vacina chinesa CoronaVac, distribuída no Brasil pelo instituto Butantan.

“Demos um importante passo sobre a vacinação contra o Coronavírus”, disse Dino.

Na verdade, o governador não só comemorou como voltou a cobrar, indiretamente, clareza no plano de vacinação por parte do presidente Jair Bolsonaro, que vem conduzindo o processo de enfrentamento da peste de forma trágica.

“Isso só ocorrerá quando houver certeza sobre novas etapas, com quantidades e datas claras”, asseverou.

Em São Paulo, colado no processo de recebimento das 123 mil doses da CoronaVac, o secretário de Saúde, Carlos Lula, informa, pari passu, todos os detalhes do recebimento.

A vacina, que era para chegar no Maranhão por volta do meio dia desta segunda-feira (18), só deve chegar às 22h, por conta de problemas na logística, fato que deixou o governador Flávio Dino ainda mais em alerta.

“É uma pessoa atormentada pelos seus próprios fantasmas e demônios íntimos”, diz Dino sobre Bolsonaro

Flávio Dino & Bolsonaro

Em entrevista ao jornal o Globo, Flávio Dino (PCdoB) voltou a fazer duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro.

“Infelizmente, há essa visão do Bolsonaro de que todos são inimigos. Ele é uma pessoa atormentada pelos seus próprios fantasmas e seus demônios íntimos, ele não consegue juntar ninguém ao redor dele para trabalhar conjuntamente. Ele não entende relação de parceria, só relação de subalternidade e de subserviência”, disparou o governador ao ser questionado sobre se o problema em torno da vacina contra a Covid-19 é questão política ou de gestão administrativa.

“Claramente está pesando antipatia que ele tem pelo Dória, e nem me cabe julgar se a antipatia é justa ou injusta. E também antipatia que ele tem pela China, que é outra coisa patológica. Esses dois fatores, infelizmente, estão dificultando que o governo federal encaminhe uma solução adequada”, emendou.

Anvisa aprova uso emergencial de vacinas contra Covid-19

Quatro vacinas estão em testes de fase 3 no Brasil

Uma boa notícia em meio à pandemia de notícias ruins. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu nesta quinta-feira (10) conceder autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra a Covid-19 e estabeleceu regras para que empresas solicitem a autorização.

A decisão foi unânime entre os diretores. No começo de dezembro, a Anvisa já tinha definido os requisitos para o pedido de uso emergencial da vacina.

Na prática, a medida abre caminho para que empresas possam fazer esse pedido de emergência. “A autorização de uso emergencial é um mecanismo que pode facilitar a disponibilização e o uso das vacinas contra Covid-19, ainda que não tenham sido avaliadas sob o crivo do registro, desde que cumpram com os requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia”, disse Alessandra Bastos Soares, diretora da Anvisa.

A agência ainda não recebeu nenhum pedido de uso emergencial e nem pedido de registro de vacinas. Ela também reforçou que esse pedido deve ser feito pela empresa.

Quatro vacinas estão em testes de fase 3 no Brasil: a da Pfizer, a de Oxford, a da Johnson e a da Sinovac.