Senador Pinóquio? Weverton mente e desinforma sobre voto desfavorável à Zema, aprovada pela Câmara

Do Atual 7

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) não votou a favor do projeto que facilita a criação da Zema, zona de processamento de exportação especial ou ampliada no Maranhão.

Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (23), após o ATUAL7 mostrar que o pedetista evitou a votação do projeto de lei de conversão relatado pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA), único que tratava sobre a Zema, Weverton mentiu e desinformou a respeito do assunto.

Na publicação, o líder do PDT no Senado destacou trecho do painel eletrônico da Casa que mostra o voto contrário dele, Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Roberto Rocha ao texto original da medida provisória do Poder Executivo que dispõe sobre o regime tributário, cambial e administrativo das Zonas de Processamento de Exportação.

Contudo, a MP aprovada pelo senadores por por 52 votos contra 23 não trata a respeito da Zema, e o projeto de lei de conversão relatado pelo senador Roberto Rocha, sequer chegou a ser votado, exatamente em razão da medida provisória ter sido priorizada, com apoio e voto de Weverton.

Ou seja: ao priorizar a medida provisória em vez do texto relatado pelo colega maranhense de bancada, Weverton Rocha votou desfavorável à Zema, e não o contrário, como ele mente e desinforma nas redes sociais ao tentar forçar uma análise enganosa e incoerente de que ao votar contra a MP, que não tratava sobre a Zema, ele estaria favorável ao projeto de lei de conversão.

Como o texto aprovado pela Câmara foi modificado pelo Senado, a medida provisória voltou para a Câmara dos Deputados, que no início da noite de hoje manteve seu texto, conforme o relatado pelo senador Roberto Rocha, que reformula a legislação sobre zonas de processamento de exportação, as ZPEs, e facilita a criação da Zema. A matéria será agora enviada à sanção presidencial.

Procurado pelo ATUAL7, Weverton insistiu na desinformação de que o voto contrário à medida provisória pode ser entendido como favorável ao projeto de lei de conversão que tratava sobre a criação da zona de processamento de exportação especial ou ampliada no Maranhão, que sequer foi votado pelo Senado justamente porque ele –o único dos três senadores na bancada do Maranhão na Casa– priorizou a votação da MP em detrimento do texto relatado pelo colega maranhense, como comprova a imagem da votação abaixo.

Weverton Rocha leva pito sobre gastos milionários em propaganda de lei de sua autoria

Gastando milhões numa propaganda sobre aprovação de uma lei de sua autoria no Senado, o senador Weverton Rocha (PDT), pegou um pito daqueles de um leitor, nas suas redes sociais, que não viu muita vantagem na lei, pelo menos na proporção alardeada..

Apesar da lei beneficiar alguém que porventura não conseguiu pagar sua conta de energia em dia, e aí a fornecedora chega na casa do cliente para suspender o fornecimento desse serviço essencial em pleno final de semana, uma legislação que impeça essa arbitrariedade, é, sem dúvida, importante na vida daquele devedor, pelo menos nesse final de semana.

E foi exatamente nessa linha que ressaltou o comentarista. “Quem não tem dinheiro para pagar a conta na sexta-feira, com certeza não terá na segunda pela manhã cedo, quando a Equatorial chegar. Sinceramente, fico muito preocupado com toda essa comemoração, pois afinal não existe benefício nenhum, e se esse foi o seu marco como senador, vejo que o povo está totalmente desamparado”, emendou o leitor.

Nos seus quase quatro anos de mandato, de fato, é a primeira vez que o senador divulga algo relevante, fruto da sua atuação no Senado, claro, com direito a questionamento sobre sua importância. Alcunhado de Maragato, pelos seus próprios assessores, o senador maranhense tem ganhado espaço na mídia mesmo é com as movimentações de dezenas de processos e inquéritos envolvendo seu nome.

Talvez por isso, o leitor tenha arrematado:

“Se uma coisa pífia dessa, valeu seus 8 anos de mandato como senador, onde está passando bilhões por suas mãos, o povo precisa realmente rever quem está colocando no poder” (sic).

O balãozinho que diz tudo! Por Flávio Dino, Brandão e Weverton Rocha

Seguindo a dica do meu amigo Marco D’Eça, na sua postagem Imagens do dia: o que-tanto eles falam entre si?!?, segue o balãozinho de pelo menos uma das fotos postadas por ele, retratando um encontro do governador Flávio Dino (PCdoB) com o próximo governador do Maranhão, atual vice-governador Carlos Brandão, e com o senador Weverton Rocha (PDT, do Ciro Gomes).

O balãozinho fala por si só.

“Amizade não tem partido”, justifica compadre de Weverton Rocha sobre suas perigosas relações na política

O advogado Willer Tomaz, que conseguiu trancar no STF as ações de improbidade de Arthur Lira, foi ao Twitter escancarar suas relações em Brasília.

“Nunca neguei minha amizade com o senador Flávio, nem com outros senadores da base do governo ou da oposição a ele, a exemplo do senador Weverton [Weverton Rocha, do PDT].”

Willer emendou:

“Amizade não tem partido.”

O advogado integra o que se passou a chamar de “bancada jurídica bolsonarista”. (Do site Antagonista)

Aqui você lê a matéria de Veja sobre o “poderoso” amigo plural do senador maranhense.

Brandão e Weverton amadurecem seus projetos de poder numa intensa agenda de pré-campanha

Ainda faltando pouco mais de 600 dias para o grande embate eleitoral de 2022 e em meio a agitada onda de especulações a respeito de quem será quem na disputa dos cargos majoritários, os últimos dias surpreenderam pela movimentação de candidatos a candidato à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB).

A onda ganhou volume em Imperatriz, onde o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSL), surpreendeu o meio mundo ao se lançar candidato a governador, e logo em seguida o deputado federal Hildo Rocha avisou que, se o senador Roberto Rocha (ainda no PSDB) não for candidato ao Governo, o MDB lançará candidato, podendo ser ele próprio. Se esses episódios de desdobramentos improváveis animaram a seara política e partidária, agitação mais intensa, mesmo que sem grande alarde, foi causada pelos movimentos dos dois principais pré-candidatos ao Palácio dos Leões até aqui, o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e o senador Weverton Rocha (PDT). Ambos, cada um a seu modo, reforçaram seus projetos de candidatura.

O vice-governador Carlos Brandão, entre um e outro compromisso formal representando o governador Flávio Dino, vem cumprindo agenda política cheia, recebendo prefeitos, vereadores e líderes municipais para conversas que avançam pela noite no Palácio Henrique de la Rocque. Cuidadoso, atua de maneira discreta, usando a experiência de quem foi chefe da Casa Civil no Governo intensamente político de José Reinaldo Tavares, e com a segurança de vice-governador reeleito e sem ter criado qualquer incômodo para o governador Flávio Dino, que o tem como um aliado eficiente e confiável. Seu partido saiu das urnas com 25 prefeitos e 213 mil votos majoritários em São Luís.

Na semana que passou, Carlos Brandão conversou com dezenas de líderes de diversas regiões, entre eles o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, apoiador assumido do seu projeto de candidatura, que foi visitá-lo acompanhado de vereadores e líderes daquela região. Não bastasse isso, o vice-governador viu nascer na Assembleia Legislativa o Bloco Democrático, formado por sete deputados – Duarte Júnior (Republicanos), Ariston Ribeiro (Republicanos), Fábio Macedo (Republicanos), Detinha (PL), Daniella Tema (DEM), Vinícius Louro (PL) e Leonardo Sá (PL) -, visto por todos os observadores como um suporte do seu projeto de candidatura. No início da noite de quinta-feira (25), ao responder a uma ligação da Coluna, revelou seu estado de ânimo: “As coisas vão indo muito bem, melhorando a cada dia”.

O senador Weverton Rocha, por sua vez, não para. Ele se desdobra para ser o parlamentar produtivo no Senado, o presidente do PDT no Maranhão e o arrojado e determinado candidato a candidato a governador. Sobre esse último item, ele tem respondido às indagações afirmando que nunca deu qualquer declaração se dizendo candidato, o que é verdade. Mas é verdade também que nunca disse que não o será.

Para o resto do mundo é tão ou mais candidato do que seu principal oponente, com quem trava no momento uma guerra sem trégua por corações e mentes na seara política maranhense. Seu gabinete em Brasília é ponto de referência para praticamente todos os líderes políticos maranhenses. Seu partido elegeu 42 prefeitos, mas sem um só voto majoritário em São Luís

Além da máquina partidária que comanda e do poder de fogo que usa com a distribuição dos recursos de emendas ao Orçamento da União – agora mesmo, por exemplo, conseguiu garantir alguns milhões de reais para dois hospitais, um para Imperatriz, na Região Tocantina, e outro para Pinheiro, na região da Baixada, conta ainda na Assembleia Legislativa com um grupo informal que tem o presidente Othelino neto (PCdoB) como referência principal. Também dispõe de uma megaestrutura de divulgação, com aliados na blogosfera, em dois programas de rádio, além da poderosa e ramificada estrutura municipalista da Famem, comandada por Erlânio Xavier (PDT), prefeito de Igarapé Grande e seu fiel escudeiro e coordenador-mor das suas campanhas.

Carlos Brandão e Weverton Rocha representam claramente dois modos de fazer política. O primeiro investindo no discreto mais eficiente trabalho nos bastidores, na conversa ao pé do ouvido, nos acordos sem alarde. O segundo atua mais abertamente, conversando muito e usando o seu poder senatorial para beneficiar municípios, onde prefeitos aliados embalam seu projeto. É quase certo que os dois serão testados nas urnas em Outubro do ano que vem. (Do blog do Ribamar Correa)

Eleições 2022: O jogo de Roberto Rocha

As possibilidades de Rocha: Governo, Senado e Câmara Federal.

Cada vez mais ligado a Jair Bolsonaro, o senador Roberto Rocha (ainda PSDB), movimenta suas peças do xadrez político vislumbrando 2022. Não esconde de ninguém sua intenção de disputar o governo do estado, sob a anuência do Presidente da República.

Com o outro Rocha, Weverton (PDT), Roberto já disputa o “quem dá mais” na distribuição de emendas parlamentares aos prefeitos. Além dos dois, quem também leva o pires cheio aos gestores municipais é o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). Os três confiam o capital político na estratégia.

Entretanto, diferentemente dos dois, Roberto Rocha já foi testado e não aprovado em 2018, quando obteve míseros 2,05% dos votos, ficando atrás de Maura Jorge, que chegou a quase 8% dos votos.

Do partido do presidente à época, o PSL, Maura Jorge surfou o quanto pode na onda do fenômeno Bolsonaro. Em 2020, no entanto, quem disputar com a marca do Capitão, vai sim, faturar alguma coisa, mas diferentemente daquele momento, vai ter que lidar com o desgaste natural.

E Roberto Rocha sabe disso. Por isso, não descarta disputar sua reeleição ao Senado, mesmo sabendo das chances remotas por ter que enfrentar ninguém menos do que o governador Flávio Dino (PCdoB), porém, leva ainda mais a sério, concorrer a uma vaga na Câmara Federal.

Artigo isento e de quem sabe ler a política do Maranhão

Sobre a atuação desastrosa do PDT em São Luís e as vitórias fakes do famigerado Weverton Rocha

Por Ribamar Corrêa

Algumas avaliações estão tentando cravar na crônica política estadual o registro de que nas três batalhas recentes da guerra prévia pela sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) – as disputas para a Prefeitura de São Luís, para a presidência da Câmara Municipal e para o comando da Famem -, o senador Weverton Rocha (PDT) derrotou o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos).

Sem levar em conta as diferenças e as circunstâncias de cada um desses eventos, as avaliações causam a impressão de que o senador e presidente estadual do PDT se move no tabuleiro político arrebatando os troféus de todas as disputas em que está direta ou indiretamente ligado.

Nos três casos relacionados, a vantagem mais clara do senador se deu na Famem, com a reeleição do presidente Erlânio Xavier, seu operador mais fiel, numa eleição bem disputada, da qual os perdedores saíram de cabeça erguida. Na Câmara Municipal, o vereador Osmar Filho (PDT) só foi eleito de novo presidente porque o prefeito Eduardo Braide (Podemos), que tinha poder de fogo para eleger o presidente, resolveu mimar o PDT costurando um consenso, retribuindo assim o apoio que dele recebeu no segundo turno. O vice-governador tentou estimular uma disputa, mas errou no cálculo.

Na disputa para a Prefeitura da Capital, o senador Weverton Rocha conduziu o PDT e a aliança dele com o DEM a um desastre monumental. Tanto que o candidato da aliança, o jovem e aguerrido deputado estadual Neto Evangelista, não conseguiu chegar ao segundo turno. O líder pedetista tentou compensar o tombo apoiando Eduardo Braide, que venceu a eleição e deu aos pedetistas a falsa sensação de vitória. Esfriados os ânimos e feitas as contas, o fato real é que um erro de cálculo do senador levou o partido criado por Jackson Lago, que estava no comando de São Luís, quase a desaparecer do mapa político da Capital, depois de quase três décadas de domínio absoluto.

Para começar, numa decisão inacreditável para muitos membros do partido, Weverton Rocha resolveu que o PDT não lançaria candidato à sucessão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Jr.. Com isso, abriu mão de tentar manter seu partido no comando da maior Prefeitura do Maranhão e, mais surpreendente, para tentar entregá-la ao DEM, uma força duramente combatida pelo chamado “PDT de raiz”.

O erro estratégico ganhou força com o fato de o senador não haver dialogado com o prefeito Edivaldo Holanda Jr., que considerou a escolha “inaceitável”, se recusou a apoiá-lo e se distanciou da disputa. Sem oposição dentro do partido, Weverton Rocha consolidou o projeto de entregar a Prefeitura de São Luís ao DEM, levando o PDT a participar da sucessão municipal na condição de mero coadjuvante, ao indicar a assistente social e militante pedetista Luzimar Lopes candidata a vice.

As urnas confirmaram o desastre que foi a estratégia do comandante do PDT em São Luís: numa só tacada, o partido perdeu o poder de administrar uma máquina que alcança 1,2 milhão de ludovicenses, 700 mil deles eleitores, não conseguindo sequer a vaga de vice. Não ficou aí: só elegeu três vereadores – Osmar Filho e Raimundo Penha, reeleitos com votações menores do que em 2016, e o novato Nato Jr..

Focado na guerra sucessória estadual e certo de que a eventual eleição de Duarte Jr. fortaleceria o vice-governador Carlos Brandão, o senador não titubeou: sem levar em conta o fato de que esse movimento atingiria a malha partidária tecida pelo governador Flávio Dino, mobilizou o que restou do PDT e o colocou a serviço da candidatura de Eduardo Braide, que, até onde é sabido, não assumiu qualquer compromisso para 2022. Assim, no dia 1º de Janeiro, o PDT entregou, sem luta, sua joia mais preciosa, a Prefeitura de São Luís, ao Podemos, encerrando uma era de domínio político na Capital.

Não há algo parecido na crônica das vitórias e derrotas políticas recentes do Maranhão.

É consenso que, aos 41 anos, o senador Weverton Rocha é o político mais ativo, arrojado e bem-sucedido da sua geração no Maranhão. Comanda um partido de peso, faz um mandato senatorial produtivo nos vieses legislativo e político, e, com atuação forte, reúne todas as condições para entrar na disputa com cacife para ser o próximo governador do Maranhão. Os dois milhões de votos que recebeu para o Senado indicam essa evidência.

Nessa contabilidade positiva no geral há, porém, baixas expressivas. Se de um lado saiu das eleições com 45 prefeitos e cerca de 300 vereadores, de outro sofreu perdas irreparáveis, como a máquina de São Luís – que sozinha equivale a mais da metade desses municípios conquistados -, e a importante e estratégica Prefeitura de Codó, por exemplo. Além disso, a legenda só tem hoje um deputado federal (Gil Cutrim), e só quatro dos seis deputados estaduais que elegeu em 2018.

Qualquer avaliação isenta, sem a pressão do partidarismo, certamente mostrará que, eleitoralmente, na disputa pela Prefeitura de São Luís o desempenho do lado do vice-governador Carlos Brandão foi bem melhor do que o do senador Weverton Rocha.

Os bastidores da eleição da Famem desde a disputa pelos maiores jantares

Embora na prática os seus resultados não representem muita coisa numa eleição estadual, a eleição para a Presidência da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) sempre foi badalada, mesmo no momento em que foi decidida no consenso.

Mas esta ganhou contornos de pré-lançamento de candidatura para o governo estadual. De um lado, o governador em exercício Carlos Brandão, apoiando o prefeito de Caxias e do outro o famigerado senador Weverton Rocha, apoiando Erlanio Xavier (Igarapé Grande).

Desde ontem à noite, já se podia ver os movimentos típicos de campanha eleitoral. No auditório do Blue Tree Towers, com capacidade 200 pessoas, Fábio Gentil reuniu mais de 300 pessoas, entre elas, cerca de 80 prefeitos.

Já Erlânio, na casa do deputado federal Gil Cutrim, com o conselheiro Edmar Cutrim olhando atrás das cortinas, para não ser visto, conseguiu reunir apenas cerca de 10 prefeitos. Outros três jantares isolados em casas de aliados, também seguiu a mesma pegada, muito distante dos 152 prefeitos anunciados pelo candidato a reeleição.

Desde cedo, e provavelmente até às 17h, quando termina o horário de votação dos prefeitos, o clima segue típico de campanha. Carro de som, bandeiras e tudo que os publicitários recomendam para uma campanha completa. No vídeo abaixo, é possível ter uma clara noção desse clima.

Uma coisa é certa: estrutura para contribuir com 2022, a Famem, como sempre, não irá contribuir com quase nada, mas independente do resultado de hoje vai se ter uma noção clara de quem é quem, mesmo sendo secreto o voto dos prefeitos.

Carlos Brandão consolidará seu grupo com os apoios dos prefeitos e das lideranças que se manifestaram e Weverton, por sua vez, reafirma seu distanciamento com o governo do estado, o de agora, com Flávio Dino, e o do próximo ano, com o próprio Brandão.